ANÁLISE DO FILME “ESCRITORES DA LIBERDADE”

Este filme mostra uma realidade vivida nos Estados Unidos, da segregação e exclusão racial que se inicia dentro de casa e se confronta na escola.

É importante também observar que o filme descreve direitinho o papel do “bom professor”. Aquele quer renuncia sua própria vida para compreender o contexto real em que seus alunos vivem, aquele que tem paixão pelo que faz e que acredita na possibilidade de mudança.

Aqui no Brasil, a segregação se apresenta em duas formas: do preconceito e da divisão social, onde a classe média baixa e baixa são compostos por pessoas da pele mas escura.

E não é fácil ser professor no Brasil exatamente por que se depara em uma escola pública e atendendo a essa camada da população brasileira. Não podemos negar que o papel desempenhado por aquela professora do filme não foi bonita. A ela todos os aplausos possíveis, mas tenho que concorda com a professora Amanda Gurggel  de que o professor no Brasil  vive um situação tão precária quanto seus alunos. Como poderá um professor que atende dez turma parar para ouvir e compreender cada aluno em sua individualidade? A situação da nossa educação no Brasil não se depara simplesmente no contexto de  boa vontade de mudança da realidade pelo professor, como tem pregado muitas teorias, mas em ser que a maioria desses professores, diferentemente do que mostra o filme que a professora era de uma classe branca e portanto superior (classe média), surgem das classes média baixa e baixa, e acabam por achar que a mudança social é impossível, pois ele _ o professor- mesmo conhecendo a realidade e criticando-a não consegue se ascender nem econômico e nem socialmente. Sendo assim , parte da realidade vivida pelos alunos o próprio professor já o vivenciou. E que esperança esse professor tem para repassar a seus alunos ? Não é portanto o professor brasileiro um desiludido  social?

Não sei no filme, mas aqui no Brasil, por mais que se conseguissem desviar os  alunos da violência, se a professora conseguisse se tornar o exemplo para os seus ouvintes, mesmo assim recriaria apenas professores, ou em alguns casos específicos seguiriam algum desses alunos uma outra profissão, mas que fosse cabível a classe que dela provém. O que quero dizer é que de uma forma ou de outra o aluno brasileiro reconhece, não posso dizer um sistema de castas, mas um sistema de dominação de classes, onde a inferior e a superior são separadas por barreiras inquebráveis que o sistema educacional sustenta para diferir quem pode de quem não pode.

Portanto, apesar da violência descrita no filme também fazer parte  do cotidiano de nossas escolas, o papel do professor aqui desse ser revisto desde suas raizes sociais para poder compreender por está preso a um sistema que não  produz mudança mas, reproduz dominação e dissemina a exclusão social.

por: Maria Francisca Freire de Freita

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