OS POBRES E O POVO NA INGLATERRA DO SÉCULO XVII

Christopher Hill começa o texto estabelecendo a diferença de significados da palavra “povo” na contemporaneidade e séc. XVII. Com relação à primeira, a expressão “O Povo da Inglaterra“ refere-se a todos os habitantes do país, enquanto no séc. XVII o Parlamento representava o Povo. Com o surgimento da guerra civil entre o Rei e o Parlamento, este precisava justificar sua oposição contra aquele que era considerado Ungido pelo Senhor e esta justificativa era encontrada na alegação de que o Parlamento representava o Povo da Inglaterra e estes eram superiores ao Rei.

Porém, o Parlamento representava na verdade era a classe alta. Quanto aos pobres, àqueles que não possuíam propriedades não eram levados em conta. A Igreja juntamente com a Nobreza estabelece entre si as regras de governo, cabe aos plebeus se submeter, porém em 1641 os plebeus não estavam mais se submetendo aos interesses da nobreza. Logo no séc. XVII os donos de propriedades herdam uma aversão á população ignorante e irracional, assim os escritores das classes superiores tinham uma tendência a excluir os pobres do “povo livre”, isso ocorria porque não enxergavam a classe baixa como representados pelo Parlamento.

Em 1674 no Conselho Geral do Exército, em Puttney. Após vencer a guerra contra o Rei, discute-se a futura Constituição da Alemanha, nesta o Coronel Rainborougt e os Niveladores pedem o sufrágio masculino, segundo eles todos os homens possuem o direito de voto, o que provocou uma grande confusão entre seus membros, pois se o voto fosse concedido aos pobres, estes certamente votariam pela divisão de propriedades dos ricos. Dias depois o Conselho Geral do Exército votou no sentido de estender os sufrágios a todos os homens, com exceção a serviçais e a mendigos.

James Hrrington em sua teoria política republicana se referia ao governo baseado no povo, embora em sua comunidade ideal, criados não fossem cidadãos. Povo eram os detentores de propriedades, logo camponeses não faziam parte do estado comum, mas apenas o terceiro estado, enquanto a burguesia rural na Inglaterra formava o verdadeiro povo.

Silvana

no século XVII, segundo o texto analisado ao qual vários autores

renomados, comungam da mesma ideia de que nem todas as pessoas eram cidadãos (povo), pois não tinham bens nem terras e portanto sua razão era comparado como de uma criança, ou seja, sem a menor importância. Não era permitido que a ralé de qualquer nação se levantasse em armas contra um governo civil, mas somente aquele de graus e ordens, comandados pela nobreza e gente de boa familia e educação poderia ter vez na instituição do governo. Os liberais do século XVIII tinham uma tendencia a pensar que “povo” significava “gente de boa família e de educação” contanto que no século XVII, a pratica era mais claro que a teoria, mas igualmente desfavorável aos pobres.

Meio século depois, a ambiguidade existente entre “povo” e “povo”não se definia, até mesmo os niveladores andavam igualmente em circulo sem saber realmente definir o que entendiam por povo.

Porém, alguns fenômenos sociais contribui para explicar por esqueciam “os pobres” quando falavam de “povo”. Primeiro por que no século XVII o patriarca era responsável pelo bem estar moral e religioso da família, como também a   educação e o treinamento vocacional, de maneira que os membros dessa família eram virtualmente representados pelo chefe de sua família. Em segundo       porque todas as idéias políticas eram formadas por intelectuais, homens de alguma educação. Assim, os que não acompanhavam a revolução educacional e a divisão econômica, consequentemente não tinham direitos e muito menos vez eleitoral.

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